Estou certo de que minha inteligência não é comum: um ser humano normal não pode ser tão indiferente aos problemas do cotidiano. Ou pode.
Ultimamente tive o insight de colocar em discussão a seguinte pergunta: faria eu o que gosto ou tudo que faço é para agradar os outros?
Veio-me à mente um histórico de fatos que poderiam, senão elucidar, dar um rumo a estas conjecturas. Fui convidado, neste ano de 2008, para cantar no coral vox e aceitei o convite. Estaria eu realmente interessado em cantar em mais um coral, além do coral do CEFET e do Canto Dell’arte? Ou gentilmente aceitei o convite de Galvão sem ponderar? Prossigamos. Neste mesmo ano criamos, eu e mais um grupo de amigos, uma comissão para assuntos internos do Canto Dell’arte – a CAIDA. Será que eu não estava procurando mais um motivo para encontrar, semanalmente, os amigos do grupo e assim me divertir, já que desde 2005 – quando entrei no grupo – sempre acatei as decisões tomadas pela diretora Agosto? Já entramos numa outra pergunta: entrei no Canto Dell’arte porque realmente me interessava o canto lírico ou pelas influências musicais que comecei a receber do Gilmar desde 2004? Isso está ficando bom! Em 2004, retornei ao coral do CEFET porque assim o desejava ou por ter visto Eliza entrando na sala para participar da seleção dos novos cantores (e, em menor proporção, mas não insignificante, porque Clarissa e Gilmar – amigos que eu acabara de conhecer no segundo semestre de 2003 – me incentivaram a voltar)? Em 2003 realizei meu primeiro vestibular para arquitetura e urbanismo. Foi uma identificação espontânea com o curso ou foi uma maneira de confirmar o interesse do meu amigo Bernardo pelos interiores nas revistas de arquitetura? No início deste ano eu entrei no cursinho Tales para me preparar para a prova da EPCAR, pois queria me tornar um piloto da Força Aérea ou por empatia ao desejo do L.P. de se tornar tal? Parei para pensar em outras decisões da “vida” e vi que não estava levando em conta as situações afetivas que me ocorreram até então (!), quando me lembrei de Kaliany. E isso me fará acrescentar, também, algo ao ano de 2004... esquece!
Foi justamente por ter me lembrado de Kaliany que refleti sobre esta reflexão e cheguei à conclusão de que não sou uma máquina: ninguém me disse para me apaixonar por ela. Seria cruel – e mentiroso! – de minha parte se dissesse que alguém fez tal coisa! Eu me apaixonei por ela porque... ora, sabe-se lá os desígnios de uma paixão! Posso agradar os outros, mas não sou mentiroso. Tampouco cruel e indiferente a este ponto. Aconteceu, simplesmente. E foi bom.
Depois continuamos. Já nem sei para que este histórico mesmo...
HL